terça-feira, 17 de setembro de 2013

Machado de Assis - O Alienista



O Alienista
Autor: Machado de Assis
Páginas: 48
Editora: rovelle


O Alienista chegou às minhas mãos após pesquisas pelo Google sobre psiquiatria, e hospícios dos séculos passados para a concretização de um projeto que tenho produzido.

Depois de ler tantas coisas que não me deram muita firmeza sobre, acabei por me lembrar que meu irmão ganhara uma coleção de obras do Machado de Assis há anos. Então peguei O Alienista, que me surpreendeu.

É claro que se trata de uma obra de ficção, mas tenho como opinião que não devemos de jogar fora a ficção para certos tipos de pesquisa, pois creio que o autor (principalmente no caso de Machado de Assis) se baseou em algum acontecimento histórico da época para escrever a obra. 

Simão Bacamarte é um cientista cheio de anseios em desvendar as razões da loucura e achar a cura para tal doença tão perturbadora. É um dos maiores médicos do Brasil, Portugal e Espanha e acabara por ficar em Itaguaí junto com sua esposa Dona Evarista, uma mulher mal composta de feições que também não é apta para lhe dar filhos.

É em Itaguaí que o alienista começa suas pesquisas e cria a Casa Verde, um lugar para loucos passarem uma longa temporada de tratamento. 
A princípio o médico ganha o apresso de toda a população, até que as coisas começam a mudar, e a personalidade de Simão Bacamarte vai sendo revelada gradualmente e se apresenta perigosa para todos os moradores de Itaguaí.

O Alienista é mais uma obra do grande escritor Machado de Assis, que nos apresenta uma história bem construída e composta por personagens que nos marcam, como Dona Evarista, Padre Lopez, o Boticário e muitos outros. 

A linguagem antiga não me atrapalhou na compreensão da história. Bastou ler com atenção, que tudo fluiu normalmente. E com isso também tive umas ideias do nosso português antigo e das "gírias" da época.

O desfecho da história é muito bom, mas mesmo antes de chegar à última página já podia prever o que aconteceria ao ilustre Simão Bacamarte, pelo rumo que a história estava tomando. 


QUOTE

"-  Olhe, D. Evarista, disse-lhe o Padre Lopes, vigário do lugar, veja se seu marido dá um passeio ao Rio de Janeiro. Isso de estudar sempre, sempre, não é bom, vira o juízo."


Tiago Vieira.

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