quinta-feira, 26 de junho de 2014

Stephen Frears - The Queen


The Queen
Diretor: Stephen Frears
Elenco: Helen Mirren, Michael Sheen, James Cormwell...
País: Reino Unido, França e Itália.
Ano: 2006

O filme A Rainha conta a história de uma das épocas na qual os olhos do mundo estiveram voltados ao trono da Rainha Elizabeth II, e talvez a mais triste de todas: a morte da Princesa Daiana, ou Princesa do Povo como ainda é conhecida mesmo após 17 anos de sua partida. 
Elizabeth II e seu marido Filipe não conseguem entender o porque de manifestações tão calorosas e dramáticas por conta da morte de uma plebéia que nem mais fazia parte da Família Real e é nesse cenário que Tony Blair, Primeiro Ministro recém eleito da Inglaterra, decide insistentemente convencer a Rainha a entrar no luto que o povo participava, pois a mesma juntamente com sua família partira para a Escócia, a fim de gozar suas férias. 

O que mais me surpreendeu ao longo do filme foi observar os modos de se portar da Monarquia Inglesa. Há toda aquela tradição e frieza que aos olhos da Rainha não poderiam ser quebrados mesmo na situação delicada que todo o Reino estava passando. 
Além disso, a eleição de Tony Blair causou na época um certo rumor de que o Trono estava prestes a se modernizar, o que ameaçou Elizabeth II. 


Em relação a morte da Princesa Daiana, fica explicito ainda hoje o preço da fama, se posso dizer assim. Assim como diversos artistas que perdem sua vida privada por serem rodeados por fotógrafos e repórteres, Daiana pagou um preço ainda maior do que ser simplesmente atordoada - o preço da morte ocasionado após um grave acidente de carro enquanto era perseguida por vários fotógrafos após sua saída de um restaurante onde estava acompanhada. 
Há quem diga ainda hoje que a imprensa foi um dos principais culpados da morte de Daiana.

Com medo de um possível fim da Monarquia pelo início de um descontentamento do Povo, a Rainha Elizabeth II decide se manifestar publicamente e demonstrar seus sentimentos de tristeza - embora há quem julgue que as palavras da mesma não foram sinceras - em uma transmissão para a TV. Assim, depois de um tempo, os ânimos se acalmaram e vemos até hoje que a Rainha continua sendo muito querida pelo mundo todo. 

Gostei muito do filme. Recomendo a todos quantos se interessam por História e também Política, já que o fato ocasionou a discussão de uma possível queda da Monarquia e acensão da República no Reino Unido. O que ainda não aconteceu. 



Tiago Vieira.

sábado, 21 de junho de 2014

Nick Vujicic - Indomável






Indomável
Editora: Novo Conceito
Nº de Páginas: 239 
1ª Impressão: 2013

Andando pelas diversas estantes da Livraria Cultura, um livro me chamou atenção pela capa um tanto que curiosa. Quando peguei o livro fiquei observando a fotografia de um homem sorridente surfando na praia como se estivesse no dia mais feliz de sua vida. E você pode me perguntar: o que há de curioso nisso? O homem não tinha braços nem pernas! Li então as duas perguntas escritas também na capa:

"Você já se perguntou: por que comigo?"
"Este livro o fará perguntar: e por que não comigo?"


Então algo me atraiu fazendo-me sentar em um pufe e começar a ler o livro. Logo nas primeiras páginas conheci um pouco do autor, o jovem Nick Vujicic, americano, evangelista e cheio de testemunho para contar, pois fiquei sabendo que o livro que eu lia se tratava do segundo da vida do autor. Mesmo sabendo que era o segundo não me importei, pois não se tratam de livros precisamente continuativos.
Então comprei. 

A primeira situação que Nick conta em seu livro é sobre a sua "aventura" ao saber que seu visto havia sido suspenso por conta de uma "investigação de segurança nacional". Isso mesmo. As autoridades estavam desconfiadas dele por viajar muito e por vários países do mundo. 
A partir dessa situação uma jornada sobre fé e oração é apresentada aos leitores. Nick conta um pouco sobre sua vida e o agir de Deus sobre ele fazendo de uma pessoa aparentemente incapaz, alguém que leva uma mensagem de esperança para milhares de pessoas em palestras, pregações e viagens missionárias ao redor do mundo. 

Indomável não se trata de um livro religioso como alguns podem pensar. Não. A mensagem passada nas páginas do livro é sobre esperança e fé em um Deus que não se prende a barreiras da religião. Em um Deus grande sem o rótolo de religião a, b, ou c. 
Sendo assim não tenha o preconceito ou até receio de ser afrontado com acusações de que sua religião é certa ou errada, pois o autor não fala nada sobre isso no livro; a única pessoa que ele prega é Deus e Jesus Cristo.

O livro é divido em 10 capítulos sendo estes separados por tópicos. Aí está a única coisa que me desagradou durante a leitura, pois capítulos muito longos não estimulam muito o leitor a terminá-los de uma vez só, pelo menos a mim não.
Sendo assim ficou complicado eu avançar na leitura, pois estudo. Hora lia uma página, hora deixava de ler em um dia por causa do tempo. Fiquei desanimado em alguns momentos, mas havia outros que começava a ler um de seus testemunhos e não conseguia parar por sua abordagem inteligente e estimulante.

O enredo de Indomável também não se trata única e exclusivamente sobre a vida do Nick. Muitas vezes o autor compartilha histórias que são mandadas para seu e-mail de pessoas que passaram por problemas, mas que através da mensagem de esperança e fé superaram os obstáculos, e também de outras que ele conheceu pessoalmente.
Também há os momentos em que conhecemos a infância do autor. Só pra você ter uma ideia, há um capítulo que, se não inteiro, quase, Nick fala sobre as diversas formas de bullying existentes e como ele enfrentou isso na sua época de escola.

Ao término da leitura e enquanto escrevo essa resenha, tomo a consciência de que o autor não ganha ao comprarmos o livro, mas sim nós os leitores. Somos abençoados por um testemunho fiel e uma história estimulante para fazermos a diferença neste mundo.
E para aqueles que têm todos os membros do corpo e se dizem incapazes de fazer as coisas, um puxão de orelha através da história de alguém que aparentemente seria incapaz.

                                                       Quote:

"Não me arrependo de me abrir e expor minha fé. Seja qual for o propósito a que você pretende servir, você deveria fazer o mesmo. Quando você põe sua fé em prática, descobre a vida a qual você foi criado." (P.32)


Tiago Vieira.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

André Alves Pinto - Uma Professora Muito Maluquinha

Imagem: Google Imagens/Rerodução


Elenco:


Paola Oliveira, Chico Anysio, Suely Franco, Joaquim Lopes, Ricardo Pereira, Max Fercondini, Rodrigo Pandolfo, Lys Araujo, Elisa Pinheiro
Direção:André Alves Pinto
Nacionalidade:Brasileira
Gênero:Comédia

Ano:                  2010




Sobre: Depois de estudar na capital, a jovem Cate, 18 anos, volta a sua cidadezinha no interior de Minas Gerais, para dar aulas na escola primária. Entusiasmada, livre e comunicativa, ela conquista os alunos no ato, mas seu comportamento de vanguarda não agrada às professoras conservadoras da década de 1940.

Opinião: Para homenagear nossos queridos e importantes professores, eis que a Sessão da Tarde exibiu um filme que traduz de forma simples, cômica e emocionante o valor dos profissionais da educação que lutam, mesmo que com poucos recursos, pelo ensino de qualidade aos alunos.

Para melhorar ainda mais, estamos nos referindo a um filme brasileiro. Corriqueiramente me pego criticando as produções nacionais pelo enredo que elas apresentam. Um enredo que muitas das vezes têm como pano de fundo não a história em si, mas as cenas íntimas que os brasileiros sabem colocar em filmes e novelas. 

Imagem: Google Imagens/Reprodução
Imagem: Goole Imagens/Reprodução

Imagem: Google Imagens/Reprodução

Uma Professora Muito Maluquinha não é um filme especificamente pra crianças, mas para todos aqueles que admiram boas histórias e filmes que tem uma mensagem a passar.
Ambientado em Minas Gerais da década de 1940, viajamos da parte histórica do Estado ao interior, com as fazendas e a natureza rica da região.

Atores renomados fizeram do filme algo ainda mais rico. Com o talentoso Chico Anysio fazendo o papel do Monsenhor Aristides - um padre muito simpático que está sempre a escutar os pedidos de conselho e as reclamações do povo -, Suely Franco interpretando tia Cida, e Max Fercondine, Ricardo Pereira, Rodrigo Pandolfo e outros atores  fazendo o papel dos admiradores da Professora Cate que vivem no bar comentando sua beleza, o filme é um prato cheio.

E é claro que não posso esquecer das crianças que atuaram super bem e deram o ar da graça em todo o filme. 
Luizinho é uma criança que narra durante todo o filme a história da Professora Cate e de todos os moradores da cidade. Motivado pelos pais, o menino começa a estudar na cidade e aprende muito com a inteligente professora.

Referencias históricas como a Segunda Guerra Mundial, o filme Cleópatra, Os Três Mosqueteiros e outros, foram feitas durante o filme. Interessante foi observar a preocupação das crianças no que diz respeito a Guerra, pois imaginavam que as bombas atômicas poderiam atingir a cidade - pensamento que foi sanado após as aulas de Geografia.

Uma Professora Muito Maluquinha é um ótimo filme, recomendado e típico de Sessão da Tarde. Fico feliz de a Rede Globo ter voltado a passar alguns filmes bons nesse horário.



Tiago Vieira.
  

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Once Upon a Time 3x02 - "Lost Girl"

Imagem: Google Imagens/Reprodução

É de se admitir que foi melhor do que o primeiro episódio.

Na primeira parte de Lost Girl, fiquei pensando em parar de assistir a série, pois o caminho no qual ela está se adentrando é perigoso, e chega a ser um pouco monótono às vezes.

Deprimente foi o flashback do episódio. Fomos levados de volta à mesma cena da Floresta Encantada do primeiro episódio da temporada de estreia da série. Fiquei pensando: "será que ainda não contaram tudo?". Na verdade sim, mas para preencher o roteiro acredito que os produtores continuarão enrolando com os flashbacks que estão perdendo a credibilidade pelo fato de os atores estarem, não envelhecendo, mas amadurecendo. Da pra perceber que eles estão diferentes das cenas da primeira temporada.

Lost Girl continua narrando a busca de Emma, seus pais, Hook e Regina por Henry, que terá muitos obstáculos até conseguirem - se conseguirem - achá-lo. Peter Pan será o maior desafio de todos, pois o garoto é astuto, e também poderoso.

A cena do combate dos meninos perdidos contra a "equipe em busca do Henry" foi muito boa, o que garantiu uma ação para o episódio. 

E para encerrar o episódio, mais um problema foi revelado. Um problema que Emma terá que administrar, ou se não pessoas que ela ama morrerão.


"E para você, Emma...Quando terminarmos, você não se sentirá uma orfã. Você será uma." (Peter Pan)


Tiago Vieira

sábado, 5 de outubro de 2013

Once Upon a Time 3x01 - "The Heart of the Truest Believer"

Chegamos à terceira temporada de Once Upon a Time; uma série que vai muito além do "felizes para sempre" dos contos de fadas e história populares. Mas será que ir muito além não é arriscado?
Com uma primeira temporada muito bem bolada e sugestiva, uma segunda não tão boa, mas mesmo assim cheia de perguntas e respostas em média satisfatórias, o primeiro episódio da terceira mostra o que os produtores querem abordar, pelo menos na primeira fase da temporada, a Terra do Nunca.


Imagem: Google Imagens/Reprodução


O episódio enfoca no coração do verdadeiro crente, aquele que acredita que tudo vai dar certo no final: o Henry. Para falar a verdade, a série toda se baseia no personagem, pois ele sempre acreditou que poderia achar a mãe Emma, e que a maldição seria quebrada e que toda a família se uniria.

Storybrook ficou de lado nesse primeiro episódio. O foco dele foi a Terra do Nunca com Peter Pan, os meninos perdidos, Greg e Tamara, e os tripulantes do navio do capitão Hook (e claro, Henry) e a Floresta Encantada com Neal, Mulan, Philipe, Aurora e Robin Hood.
Pelo que parece, acho que a cidade que foi o pano de fundo das temporadas anteriores não terá mais a importância que tinha, já que os personagens principais estão em busca do Henry, em um outro mundo.

O roteiro do episódio foi bom, e passou os desafios que Emma terá para encontrar seu filho e mostrou que o Peter Pan que antes conhecíamos - um menino bom e protetor - não tem nada haver com o que será mostrado na série.

Espero uma temporada forte, e que os produtores tenham a humildade e inteligência de saber parar enquanto ainda existem telespectadores que acreditam nessa série tão bem bolada que conquistou milhares de espectadores.


"É hora de todos nós acreditarmos. Não em magia... Mas uns nos outros." (Emma)



Tiago Vieira.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Machado de Assis - O Alienista



O Alienista
Autor: Machado de Assis
Páginas: 48
Editora: rovelle


O Alienista chegou às minhas mãos após pesquisas pelo Google sobre psiquiatria, e hospícios dos séculos passados para a concretização de um projeto que tenho produzido.

Depois de ler tantas coisas que não me deram muita firmeza sobre, acabei por me lembrar que meu irmão ganhara uma coleção de obras do Machado de Assis há anos. Então peguei O Alienista, que me surpreendeu.

É claro que se trata de uma obra de ficção, mas tenho como opinião que não devemos de jogar fora a ficção para certos tipos de pesquisa, pois creio que o autor (principalmente no caso de Machado de Assis) se baseou em algum acontecimento histórico da época para escrever a obra. 

Simão Bacamarte é um cientista cheio de anseios em desvendar as razões da loucura e achar a cura para tal doença tão perturbadora. É um dos maiores médicos do Brasil, Portugal e Espanha e acabara por ficar em Itaguaí junto com sua esposa Dona Evarista, uma mulher mal composta de feições que também não é apta para lhe dar filhos.

É em Itaguaí que o alienista começa suas pesquisas e cria a Casa Verde, um lugar para loucos passarem uma longa temporada de tratamento. 
A princípio o médico ganha o apresso de toda a população, até que as coisas começam a mudar, e a personalidade de Simão Bacamarte vai sendo revelada gradualmente e se apresenta perigosa para todos os moradores de Itaguaí.

O Alienista é mais uma obra do grande escritor Machado de Assis, que nos apresenta uma história bem construída e composta por personagens que nos marcam, como Dona Evarista, Padre Lopez, o Boticário e muitos outros. 

A linguagem antiga não me atrapalhou na compreensão da história. Bastou ler com atenção, que tudo fluiu normalmente. E com isso também tive umas ideias do nosso português antigo e das "gírias" da época.

O desfecho da história é muito bom, mas mesmo antes de chegar à última página já podia prever o que aconteceria ao ilustre Simão Bacamarte, pelo rumo que a história estava tomando. 


QUOTE

"-  Olhe, D. Evarista, disse-lhe o Padre Lopes, vigário do lugar, veja se seu marido dá um passeio ao Rio de Janeiro. Isso de estudar sempre, sempre, não é bom, vira o juízo."


Tiago Vieira.

sábado, 14 de setembro de 2013

Pelas prateleiras da Livraria Cultura

Imagem: Renato Vieira

Depois de uma prova de Física em pleno sábado, a convite de meu irmão Renato, fui dar um passeio pelo Centro do Rio de Janeiro com o objetivo maior de visitar a literalmente grande Livraria Cultura.
Nós usamos o trem de Quintino à Central, e depois um metrô até à Cinelândia. Logo quando saímos da estação do metrô, damos de cara com a imponente e colonial Biblioteca Nacional, e logo ali perto, o Theatro Municipal.

Acho o Centro do Rio de Janeiro uma das partes mais bonitas da cidade. Muitos que não moram no Estado pensam que o Rio é somente aquilo que a mídia passa lá fora: praias e morros. Exite muito mais do que isso, como as florestas, os parques e a região central que nos leva a conhecer um pouco da época colonial do Rio de Janeiro.
  
Foto: Renato Vieira
Depois do almoço, fomos à Livraria Cultura. É um lugar com excelentes atendentes, e todos que lá entram se sentem à vontade a procurar os livros, pegar para dar uma lida, sentar e relaxar. Não há aquele clima chato de desconforto. 
O lugar é muito grande. Segundo um amigo do meu irmão, essa livraria chega a ser maior do que a Barnes & Noble da Union Square que fica em Nova Iorque. Isso para vermos a grandiosidade dela.

Há sessões só de livros internacionais em diversos idiomas. Vi uma prateleira com os livros do Nicholas Sparks lançados nos Estados Unidos que ainda são inéditos aqui no Brasil, como o título The Rescue. Também há grandes sucessos como os livros que inspiraram a série The Walking Dead e outras.

Foto: Renato Vieira.

Tem uma sessão de livros voltados mais para o público adolescente, outra para amantes de histórias em quadrinhos, outra para os amantes e estudiosos de Filosofia, História, Antropologia, Ciências Políticas e muitos outros temas.
Destaco também a sessão de Guias de Turismo, onde meu irmão viajou por lugares que já foi, e outros que ele deseja ir.  

Para a minha alegria, ganhei dois livros que me interessei. Um, é A Culpa é das Estrelas (John Green),e o outro é Indomável (Nick Vujicic). Estes serão minhas próximas leituras, e acho que irei gostar bastante dos dois. 

Foto: Tiago Vieira

É isso. Recomendo um passeio à Livraria Cultura à todos os amantes de livros. É um lugar enorme, confortável, onde você viaja por todas as prateleiras e conhece mais ainda do universo fantástico que é a literatura. 

Tiago Vieira.